quarta-feira, junho 20, 2007

solidariedade

impostos

Aqui há uns anos, comprei um carro em 2ª mão, que depois de mim passou por mais dois proprietários, tendo sido posteriormente entregue a um sucateiro e abatido. Estamos a falar de 4 proprietários, portanto, todos eles meus conhecidos. Acontece que vim a saber ultimamente que o registo das finanças desse mesmo carro, ainda está no nome dos 4 proprietários. Isto porque eu recebi um mail do sr director geral dos impostos, sugerindo-me que confirmasse o registo de todas as viaturas em meu nome e da minha esposa, para efeito do pagamento do imposto de selo do corrente ano. Espanto meu, o referido carro, do qual já não sou proprietário há mais de 4 anos, ainda está registado em meu nome. Rapidamente entrei em contacto com os outros proprietários, o anterior e os dois posteriores. Todos eles constavam também como legítimos proprietários do mesmo carro. Aparte a questão do facto do último proprietário não ter tido o cuidado de declarar o carro como abatido, (já o tendo feito, entretanto) estou aqui a ver uma chico-espertice muito interessante por parte das finanças. Quatro proprietários de um veículo, quatro valores de imposto de selo cobrados. Isto é que é eficiência. Quanto é que dizem que ganha o senhor? 25'000 €? Desta forma, bem o merece.

quarta-feira, abril 11, 2007

Bom nome

Desde quando é que alguém, pessoa individual ou colectiva, tem o direito ao bom nome, a partir do momento que têm dívidas aos compromissos públicos, segurança social, finanças ou outros? Este acórdão do supremo tribunal é, mas é uma verdadeira afronta a todos os cidadãos cumpridores das suas obrigações para com a comunidade e é também um convite a todos os vigaristas a continuarem a prevaricar, porque a justiça lá se encontra para lhes proteger as costas e fazer questão de a todos dizer, alto e a bom som, que eles são cidadãos com direito ao bom nome, apesar de comerem as papas na careca dos demais (os cumpridores). Como dizia o interveniente do fórum, nem na ditadura...

sexta-feira, março 30, 2007

ilusão "democrática"

texto copiado de comentário feito por mim a um post de José no blogue "grande loja do queijo limiano" em Janeiro deste ano, a propósito da geração de Abril.

"Sabe José, não sei bem qual a minha orientação política, mas este seu texto remete-me novamente para uma perplexidade que cada vez mais me perturba. Nasci em 65 numa família de condição humilde. Levei em cima com o sistema de ensino caótico do pós Abril, vejo agora que a geração que tomou conta do poder em Abril, pela usurpação e pela má gestão da riqueza deste país, se remediou, juntamente com uma função pública bem engordada, que se vai (ou foi) reformando aos 50, atirando a minha geração, a dos seus filhos, portanto, para uma situação de incerteza relativamente ao futuro. Um ilustre deputado, bem remediado, por sinal, lhe chama pomposamente, "solidariedade intergeracional", uma bela e mui conveniente expressão, sem dúvida. Todos os anos em Abril, quando os "senhores da revolução" fazem questão de me relembrar a factura da minha dívida para com eles e para com a preciosa liberdade que supostamente me trouxeram me questiono, o que é que Abril me deu que eu não tivesse já? Os meus pais, (que eu saiba, não eram "bufos") nunca me disseram que a ditadura fosse o paraíso, mas também nunca me disseram que fosse o inferno. Quanto a VPV e ao seu profundo conhecimento da realidade portuguesa, ele ficou bem patente num debate há alguns anos atrás, com José Magalhães, se não estou em erro, eram ambos deputados. VPV não fazia então ideia de quanto era o valor do salário mínimo nacional. Hoje provavelmente também não saberá. Já agora, José, bem-haja por esta sua reflexão."

terça-feira, janeiro 16, 2007

patos bravos

Não faltam por ai, nalguns chats de mercados financeiros, experts em análise técnica, arrogantes e prepotentes q.b. para com todos os restantes, que consultando minunciosamente todos os tickers dos mercados accionistas, descobrem rapidamente autenticas minas de diamantes. Quando os mercados estão em alta, não faltam bons investidores e especialistas em análise técnica a prever ganhos. Quando assolar a tempestade, varrendo os patos bravos, veremos quem é realmente competente.

quarta-feira, novembro 22, 2006

perda? que perda?

"Este cancelamento representa uma grande perda para a cidade e para o país", comentou José Amaral Lopes, vereador do pelouro da Cultura da CML.

Mas quem disse que eu perco coisa alguma, se eu não tenho acesso a festival nenhum em lisboa. A não ser que me quiram pagar a deslocação ou estadia na capital. Pode dizer que é uma perda para a cidade e ponto. O resto do país não perde coisissima nenhuma sr vereador. Nem lhe passe pela cabeça colocar o meu interesse nessa guerra.

quinta-feira, outubro 26, 2006

só por brincadeira...de mau gosto!

"O ministro que no momento da tragédia da queda da ponte de Entre-os-Rios tutelava a pasta das Obras Públicas diz que "a culpa vai morrer solteira" no caso que custou a vida de 59 pessoas. Jorge Coelho proferiu estas declarações no programa "A Quadratura do Círculo", emitido ontem à noite na SIC Notícias"

JN - 26-10-2006

Este senhor só pode estar mesmo a brincar conosco. Para quando a responsabilização criminal dos políticos pela má gestão dos respectivos ministérios? Para eles é muito simples, basta assumirem as consequências políticas, tipo, eu lavo daqui as minhas mãos, isto é, a partir de hoje já cá não moro, mas muita atenção, a culpa não pode morrer solteira. Ainda dizem os nossos políticos que são mal pagos pela pesada responsabilidade (política) que carregam. Isto é uma verdadeira afronta!

sexta-feira, outubro 13, 2006

Quando eu ser grande quero ser arcoólico

Apesar de constar da letra de uma música dos trabalhadores do comércio, aplica-se bem à situação da actual geração de adolencentes, nomeadamente a população de adolencentes da zona de lisboa, alvo da reportagem da RTP1 de quarta-feira passada. Depois de ver, para algum espanto meu, alguns pormenores verdadeiramente assustadores da reportagem, o que mais me chamou a atenções foi a estatítisca final em que dão como certo que 90% ou mais, isto é, a quase totalidade, dos adolescentes com 16 anos ou ja alinhou ou alinha em esquemas destes.

Esta estatística fez-me pensar que esta geração de adolescentes, que vai entrar no mercado de trabalho daqui a 10 a 15 anos, vão ser uma geração com fraquíssima capacidade de trabalho, pois o etanol que vão ingerindo, com o tempo vai-lhes destruindo a capacidade mental, vão ser uma geração com sérios problemas de dependência alcoólica, com implicação num aumento drástico nos gastos de saúde em programas de reabilitação. Tudo isto são os custos mais simples, porque os mais preocupantes serão os sociais, nomeadamente, os familiares.

Será que esta geração vai ser capaz de se auto-sustentar? Ou será que a nossa geração, que já vai ter que sustentar o abastado nível de vida da geração de Abril, de acordo com a "solidariedade entre gerações", como defende o Dr. Alegre, vai ter que sustentar também a "geração do álcool"?

Então Dr. Louçã?

Após duas perseguições policiais a viaturas roubadas e com condutores alcoolizados, portanto, pessoas em estado inócuo e sem qualquer tipo de risco para a circulação na via pública, houve como resultado, vítimas mortais, que em ambos os casos se encontravam nas viatura perseguidas. Logo os Robins deste país vieram a público condenar os agentes envolvidos por excesso de autoridade.

Uma semana depois há um agente da GNR em mota, que se encontrava ao serviço na protecção e sinalização adequada da via pública, quando por esta transitava um veículo de transporte de grandes dimensões, que é literalmente assassinado por um veículo cujo condutor se encontrava alcoolizado com uma taxa de alcoolémia de só 1.77 g/l. De acordo com as opiniões dos nossos Robins, se não tem acontecido o trágico e mortal acidente, o condutor que circulava alcoolizado, não constituia pois nenhum perigo para a segurança da via pública. Do tipo; se não matar ninguém, deixa andar que é um cidadão exemplar.